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Template temporário! Grata pela compreensão!

Eu criei o meu inferno!

E assim é o meu berço,
Gélido e sombrio


Lá fui gerada, descontei todas as minhas decepções; sentimentos de tristeza e raiva foram despojados com força, ao tamanho que se entranharam pelas paredes.
O chão... não há chão!
Um abismo sem fim sob meus pés flutuantes. Abismo tal que vomita meus medos e tudo o que sempre detestei, todas as noites me fazendo chorar. Sim, meu medo é roxo, da cor da insegurança, da arrogância, do autoritarismo.
Quem não tem um medo consumível que se retire, somos todos cercados por medos, eles cheiram, brilham, chamam a atenção. Bons predadores, os meus predadores, sabem como usufruir de tais sensações.
O que, de certo modo, mesmo fugindo de toda racionalidade, deveria ser o teto, ou apoio para um telhado imaginário, não passa de gosma apodrecida, eternamente a escorrer e pingar, sem nunca tocar algo, ou ao menos ousar acabar.
Estas vivências de eternidade em eternidade, de vidas em vidas... talvez por isto me sinta tão presa e cansada, presenciar tais fatos a cada segundo se torna exaustivo e costumeiro depois de certo tempo.
Há tantos parasitas ao meu redor, vampiros acopulados. Não adianta me recusar a aceitar, sempre serei uma vítima passiva de dor e frutrações.
Coisas assim se fazem amigas para depois, com maior intensidade, nos atordoar. Será que alguém já chegou a tal angústia quanto a minha, com plena sanidade e contínua vontade de viver? Depois destas vivências e das descobertas penosas, torna-se sufocante e pesado carregar um corpo por aí.