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O ciclo

Agradeço a todos que duvidam de mim
Aos que me pisam;
Pelas palavras que me ferem;
Aos abraços apunhalados;
Agradeço pelo cárcere que me tornou mais forte

Hades desencorpa meu vulto como quem arranca a luva de seda da fina mão
Sinto o intangível abraçar meus pecados mortais
Fiel servo de ti, oh Hades, recolhe as impurezas do varão
Eu sou um varão
Impurezas que tuas mãos transformam em cinzas
Das cinzas renasce um novo ser
Eis de renascer a ignomínia

Angélica L. Azambuja